(Paulo Roberto)
Eu desejo apenas que essa noite nunca acabe.
Tenho dançado com a mente e jogado com o coração.
Não há razão para sorrir sem retorno.
Não há paixão que não queime tua paz.
Não há pena que te livre do castigo da morte,
Ainda que a dor da foice seja levemente sádica,
Exatamente como teu sorriso tem sido.
...Eu poderia escrever tantas cartas e compor a melodia para as fadas.
São verdades que não posso esconder.
Oh, Criança Encantada, sugue-me.
Criança, faça-me sonhar.
Pecarei em sonhos alados.
Tua respiração será meu metrônomo.
Teu cabelo, a crina do meu arco.
Teu sorriso, luz da fotografia.
Teus lábios serão o colchão da perdição
Enquanto teu corpo se torna meu paraíso proibido.
Minha maçã... saboreando apenas a casca
Porque ainda me mantém longe da polpa.
Quero o suco, a cor e o aroma.
Quero colher o sabor do pudor,
Quero perfumar a escuridão e fazer teu suor pingar.
Quero que se contraia pensando em meu corpo,
Quero que dê asas para que o desejo siga voando.
Empurre para as pedras o que foi lançado ao mar.
Venha comigo e esta noite não irá acabar.
Sanatorium
sexta-feira, 11 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Aconhegue-se.
(Paulo Roberto)
Eu era um anjo até que a noite trouxe um véu azulado com cheiro de rosas brancas.
Eu aprendi a tocar a nota do pecado, eu aprendi a escala do prazer.
O som das ondas era agudo como a agulha que custurou meus fios de cabelo.
As folhas eram secas como as mãos dos que trabalharam sobre este solo cheio de espinhos.
As pétalas sem vida não brilhavam mais.
Além do monte existe o sol, o céu e o mar revolto.
As garças cantam dançando no escuro.
Meu ninho é quente, mãe dengosa, entre e aconchegue-se.
O vento não merece lhe tocar.
Esconda-se e perca-se em meu torso para que sonhe com os lábios do dia,
Para sonhar com a sonata infernal que minhas cordas lhe doam,
Meu coração te aquece enquanto a vida começa a se apagar.
Chore, o escuro está te engolindo.
A vida escorre e você conta até três.
Sorrindo você deixa meu corpo em cima das pedras
E carrega minha alma vazia para o inferno.
Eu era um anjo até que a noite trouxe um véu azulado com cheiro de rosas brancas.
Eu aprendi a tocar a nota do pecado, eu aprendi a escala do prazer.
O som das ondas era agudo como a agulha que custurou meus fios de cabelo.
As folhas eram secas como as mãos dos que trabalharam sobre este solo cheio de espinhos.
As pétalas sem vida não brilhavam mais.
Além do monte existe o sol, o céu e o mar revolto.
As garças cantam dançando no escuro.
Meu ninho é quente, mãe dengosa, entre e aconchegue-se.
O vento não merece lhe tocar.
Esconda-se e perca-se em meu torso para que sonhe com os lábios do dia,
Para sonhar com a sonata infernal que minhas cordas lhe doam,
Meu coração te aquece enquanto a vida começa a se apagar.
Chore, o escuro está te engolindo.
A vida escorre e você conta até três.
Sorrindo você deixa meu corpo em cima das pedras
E carrega minha alma vazia para o inferno.
domingo, 1 de abril de 2012
Voa
(Paulo Roberto)
Você bateu as asas,
Voou para longe.
Lágrimas encheram meus olhos.
Você tocou meu ombro e disse que era hora.
Não havia nada mais a fazer.
Você me olhou de cima,
Sorriu para o sol.
Finalmente estava livre.
Você pensou nos momentos, suspirou sem medo.
Nada mais estava a sua frente.
Eu caí de joelhos,
A cruz colada em meu punho...
Teu nome em minha nuca.
Você gritou para a libertade e eu senti a foice gelada.
Quantas mais orações eu preciso fazer?
Faça-me perdoar todas as vezes em que você saiu pela noite sem dizer onde estaria.
Faça-me perdoar, mas por favor, não volte.
...Amarrou-me com teus cabelos e rasgou minha vida com os dentes.
Você teve nas mãos o cálice de sangue.
Gole d'ouro adocicado.
Corri para as correntes quentes do inferno.
Tuas asas já estavam no chão.
Preciso voltar a voar pela noite, correndo pela areia, sorrindo para as flores.
Faça-me perdoar, mas por favor, não volte.
...Amarrou-me e sugou todo o sentido de viver.
Peque, Santo.
Santifique o pecador.
Você bateu as asas,
Voou para longe.
Lágrimas encheram meus olhos.
Você tocou meu ombro e disse que era hora.
Não havia nada mais a fazer.
Você me olhou de cima,
Sorriu para o sol.
Finalmente estava livre.
Você pensou nos momentos, suspirou sem medo.
Nada mais estava a sua frente.
Eu caí de joelhos,
A cruz colada em meu punho...
Teu nome em minha nuca.
Você gritou para a libertade e eu senti a foice gelada.
Quantas mais orações eu preciso fazer?
Faça-me perdoar todas as vezes em que você saiu pela noite sem dizer onde estaria.
Faça-me perdoar, mas por favor, não volte.
...Amarrou-me com teus cabelos e rasgou minha vida com os dentes.
Você teve nas mãos o cálice de sangue.
Gole d'ouro adocicado.
Corri para as correntes quentes do inferno.
Tuas asas já estavam no chão.
Preciso voltar a voar pela noite, correndo pela areia, sorrindo para as flores.
Faça-me perdoar, mas por favor, não volte.
...Amarrou-me e sugou todo o sentido de viver.
Peque, Santo.
Santifique o pecador.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Sonhe Com O Pecado... Peque comigo.
(Paulo Roberto)
É.
Divertido pensar que um elmo caído num solo pútrido e árdido como o teu, monta uma paisagem tão bela quanto os olhos perdidos e calados da tua mãe.
O vento que lhe tocou as pernas manchadas com o sangue de teu pai guerreiro, morto pela espada de Andria, caído, esfarrapado, lavado pelas águas de Deus,
Agora grita calado em meio a alma dos elfos que lhe cercam as casas e ouvem teu canto.
Quantas vezes eu terei de tomar chá com tua irmã nesta sala iluminada pelo brilho do sol, pintada com o fosco das nuvens e perfumada com o perfume do café?
Quantas as vezes em que caído na cama eu sonho e vago pelos lençois do quarto ao lado do teu, pelo linho daquela camisola, pela pele cheirosa que tua mãe carrega desde o primeiro som?
Leve-me daqui, tire-me daqui.
Liberte teus escravos e crucifique teus medos junto ao fogo que lambe o feno espalhado junto a palha e as folhas...
Tem sido minhas asas e tenho sido teu anel de cobre.
Jogue-me do alto e deixe meu fruto nascer numa noite fria.
Deite-se sobre mim, puxe o ar e sorria.
Não existe nada errado...
É.
Divertido pensar que um elmo caído num solo pútrido e árdido como o teu, monta uma paisagem tão bela quanto os olhos perdidos e calados da tua mãe.
O vento que lhe tocou as pernas manchadas com o sangue de teu pai guerreiro, morto pela espada de Andria, caído, esfarrapado, lavado pelas águas de Deus,
Agora grita calado em meio a alma dos elfos que lhe cercam as casas e ouvem teu canto.
Quantas vezes eu terei de tomar chá com tua irmã nesta sala iluminada pelo brilho do sol, pintada com o fosco das nuvens e perfumada com o perfume do café?
Quantas as vezes em que caído na cama eu sonho e vago pelos lençois do quarto ao lado do teu, pelo linho daquela camisola, pela pele cheirosa que tua mãe carrega desde o primeiro som?
Leve-me daqui, tire-me daqui.
Liberte teus escravos e crucifique teus medos junto ao fogo que lambe o feno espalhado junto a palha e as folhas...
Tem sido minhas asas e tenho sido teu anel de cobre.
Jogue-me do alto e deixe meu fruto nascer numa noite fria.
Deite-se sobre mim, puxe o ar e sorria.
Não existe nada errado...
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Yo Ho!
(Paulo Roberto)
...E se eu tivesse a chance de navegar por teu olhar?
Eu guardaria as velas e abusaria do vinho!
Ora, querida... Eu não preciso me lembrar do caminho!
Eu usaria botas e um chapéu aveludado.
Pena vermelha voando por um caminho inexplorado.
Observaria o céu, esperando a chuva chegar...
Mas, Meu Amor, não existe azul tão lindo quanto o azul do teu olhar!
Eu canto, danço, eu consigo sonhar!
Falta pouco, querida! Perfume o corpo e me espere ao luar!
Use teu melhor vestido e me faça suspirar.
Vamos esquecer o cheiro do mar, sorrindo...
Esperando a manhã vazia, silenciosa e graciosa.
Correr pela orla tão bela e livrar a escuridão.
Ouvir o mar declamar a melodia nervosa, o poema lunar,
O tom da valsa que te trago para criar.
Colhe uma rosa nascida das ondas e sinta o desejo,
Anceio de provar...
Venha comigo, sereia dourada!
...Te carrego para a eternidade!
Até o vinho acabar...
...E se eu tivesse a chance de navegar por teu olhar?
Eu guardaria as velas e abusaria do vinho!
Ora, querida... Eu não preciso me lembrar do caminho!
Eu usaria botas e um chapéu aveludado.
Pena vermelha voando por um caminho inexplorado.
Observaria o céu, esperando a chuva chegar...
Mas, Meu Amor, não existe azul tão lindo quanto o azul do teu olhar!
Eu canto, danço, eu consigo sonhar!
Falta pouco, querida! Perfume o corpo e me espere ao luar!
Use teu melhor vestido e me faça suspirar.
Vamos esquecer o cheiro do mar, sorrindo...
Esperando a manhã vazia, silenciosa e graciosa.
Correr pela orla tão bela e livrar a escuridão.
Ouvir o mar declamar a melodia nervosa, o poema lunar,
O tom da valsa que te trago para criar.
Colhe uma rosa nascida das ondas e sinta o desejo,
Anceio de provar...
Venha comigo, sereia dourada!
...Te carrego para a eternidade!
Até o vinho acabar...
domingo, 15 de janeiro de 2012
Valsa Da Morte
(Paulo Roberto)
Eu vou lamber teu túmulo enquanto a chuva cai.
O céu ferrugem carregando a dor do véu caído enquanto a marcha rugia.
Eu era o pai, sabor do pecado, agulha perdida entre os oceanos.
Eu era a madeira que envolve teu corpo, a gota da vida, a cor dos teus lábios.
Eu carreguei a cruz com aroma de vinho.
Eu socorri teus filhos bastardos, setembro...
Eu construí a morada da tua esperança,
Eu lambi tuas pernas e dancei a valsa da morte.
Você morreu antes de poder chorar.
Teu salto quebrou antes do ultimo degrau.
Você estava imóvel quando minha cama foi tocada pela luz do sol
Mas a lua nos mostrou os passos, os movimentos e ensinou,
Morada sem vida,
Que o sorriso tem mais valor do que toda a dor.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O tom violeta era propagado para fora de si.
A máscara, as penas e o tecido...
A luz no teto escuro, cheiro de flores secas no chão espelhado.
A música era alta, e as risadas...
Tudo estava claro como a neve.
Mas teus olhos eram cobertos,
E eu nunca soube o que havia ali.
Eu toquei tuas costas e teu cheiro me veio.
Eu caí em tua cama como um monstro.
Mas antes a noite seguiu, com teus passos curtos e sorriso sereno.
O relógio badalou por nove vezes,
Teus fios lisos e castanhos estavam imóveis.
Tua pele lindamente fria e tua voz, melodia encantada.
E a música agora era mais rápida,
O barulho da chuva era a camada para a dor.
O vestido em minhas mãos,
Minha boca e teus arrepios, a eterna dupla que se calou naquela noite.
Linda, velha feia. És tão bela...
Dance como a Besta dançaria,
Pule como o fogo faria,
Deslize sobre o palco como eu faria.
Morda e arranhe, beba e sugue.
Ouça meus pecados e peque comigo.
Viva para morrer esta noite.
Morra em meus braços, mas não me leve contigo.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Eu vou lamber teu túmulo enquanto a chuva cai.
Eu lambi tuas pernas e dancei a valsa da morte.
Mas a lua me mostrou o inferno e me carregou até o salão.
Eu dancei por toda noite sem beber uma única gota.
Você me olhou e sorriu, com os pecados em desenvolvimento.
Agora ferva enquanto escorro.
Beba a vida, dance com a morte.
Deixe correr, deixe ir...
1, 2, 3, 4...
Deixe ir, deixe ir...
Eu vou lamber teu túmulo enquanto a chuva cai.
O céu ferrugem carregando a dor do véu caído enquanto a marcha rugia.
Eu era o pai, sabor do pecado, agulha perdida entre os oceanos.
Eu era a madeira que envolve teu corpo, a gota da vida, a cor dos teus lábios.
Eu carreguei a cruz com aroma de vinho.
Eu socorri teus filhos bastardos, setembro...
Eu construí a morada da tua esperança,
Eu lambi tuas pernas e dancei a valsa da morte.
Você morreu antes de poder chorar.
Teu salto quebrou antes do ultimo degrau.
Você estava imóvel quando minha cama foi tocada pela luz do sol
Mas a lua nos mostrou os passos, os movimentos e ensinou,
Morada sem vida,
Que o sorriso tem mais valor do que toda a dor.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O tom violeta era propagado para fora de si.
A máscara, as penas e o tecido...
A luz no teto escuro, cheiro de flores secas no chão espelhado.
A música era alta, e as risadas...
Tudo estava claro como a neve.
Mas teus olhos eram cobertos,
E eu nunca soube o que havia ali.
Eu toquei tuas costas e teu cheiro me veio.
Eu caí em tua cama como um monstro.
Mas antes a noite seguiu, com teus passos curtos e sorriso sereno.
O relógio badalou por nove vezes,
Teus fios lisos e castanhos estavam imóveis.
Tua pele lindamente fria e tua voz, melodia encantada.
E a música agora era mais rápida,
O barulho da chuva era a camada para a dor.
O vestido em minhas mãos,
Minha boca e teus arrepios, a eterna dupla que se calou naquela noite.
Linda, velha feia. És tão bela...
Dance como a Besta dançaria,
Pule como o fogo faria,
Deslize sobre o palco como eu faria.
Morda e arranhe, beba e sugue.
Ouça meus pecados e peque comigo.
Viva para morrer esta noite.
Morra em meus braços, mas não me leve contigo.
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Eu vou lamber teu túmulo enquanto a chuva cai.
Eu lambi tuas pernas e dancei a valsa da morte.
Mas a lua me mostrou o inferno e me carregou até o salão.
Eu dancei por toda noite sem beber uma única gota.
Você me olhou e sorriu, com os pecados em desenvolvimento.
Agora ferva enquanto escorro.
Beba a vida, dance com a morte.
Deixe correr, deixe ir...
1, 2, 3, 4...
Deixe ir, deixe ir...
domingo, 8 de janeiro de 2012
Manhã de Domingo
(Paulo Roberto)
Eu só queria rodar pela estrada fria
Com teus sonhos destinados para dentro do luar.
Quatro minutos e o céu será tingido com a lágrima tão bonita...
Como eu queria estar contigo neste dia,
Eu precisava por as mãos para me acalmar.
Como eu queria estar no alto deste mapa
Onde teus sonhos, esperando, vão brotar.
Sempre em frente, Som agudo.
Manhã de domingo.
Arrepios, céu profundo.
O marcador agora é exato.
O tempo está gargalhando sem parar.
Por que, Oh Deus...?
Por que é tão difícil esperar o sol começar a brilhar?
Onde está você, criança?
Por que demora? Por que não corre?
Como eu queria estar contigo, deitado.
Esperando tuas mãos me cobrirem de graça.
Sempre em frente, estrada escura.
Manhã de domingo...
Durma serena, como um anjo.
Corro para o interior das nuvens,
Vôo para o lar da chuva.
Profecias seladas, caindo, sem mais brilho.
Use teu cheiro para enfeitiçar.
Caindo, a grama é tão falha...
As estrelas, onde estão?
Por que você não está entre elas?
Eu não posso mais olhar para teu brilho.
Corra para o meu mundo.
Eu estarei lá.
Onde está o prazer de guardar
As imagens como elas devem ser?
Onde está o prazer de cantar?
Traduzir para a música
O que meu coração diz quando pulsa...
Do que adianta chorar?
Você não está aqui para secar minhas lágrimas.
Siga em frente, minha criança.
Toda a estrada é tua.
Sempre em frente, som agudo.
Manhã de domingo...
Durma serena, céu profundo.
Eu só queria rodar pela estrada fria
Com teus sonhos destinados para dentro do luar.
Quatro minutos e o céu será tingido com a lágrima tão bonita...
Como eu queria estar contigo neste dia,
Eu precisava por as mãos para me acalmar.
Como eu queria estar no alto deste mapa
Onde teus sonhos, esperando, vão brotar.
Sempre em frente, Som agudo.
Manhã de domingo.
Arrepios, céu profundo.
O marcador agora é exato.
O tempo está gargalhando sem parar.
Por que, Oh Deus...?
Por que é tão difícil esperar o sol começar a brilhar?
Onde está você, criança?
Por que demora? Por que não corre?
Como eu queria estar contigo, deitado.
Esperando tuas mãos me cobrirem de graça.
Sempre em frente, estrada escura.
Manhã de domingo...
Durma serena, como um anjo.
Corro para o interior das nuvens,
Vôo para o lar da chuva.
Profecias seladas, caindo, sem mais brilho.
Use teu cheiro para enfeitiçar.
Caindo, a grama é tão falha...
As estrelas, onde estão?
Por que você não está entre elas?
Eu não posso mais olhar para teu brilho.
Corra para o meu mundo.
Eu estarei lá.
Onde está o prazer de guardar
As imagens como elas devem ser?
Onde está o prazer de cantar?
Traduzir para a música
O que meu coração diz quando pulsa...
Do que adianta chorar?
Você não está aqui para secar minhas lágrimas.
Siga em frente, minha criança.
Toda a estrada é tua.
Sempre em frente, som agudo.
Manhã de domingo...
Durma serena, céu profundo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
61
(Paulo Roberto)
Quero teus lábios com sabor de vinho.
Quero teu corpo coberto por couro.
Quero tuas pernas grudadas em meu pescoço,
Quero teus suspiros quebrando o silêncio.
Quero tuas unhas sangrando minha alma,
Quero tuas mãos descobrindo o caminho.
Quero tua boca brincando com fogo,
Quero tua lingua alimentando meus sonhos.
Deixe-me trazê-la para perto, sinta minhas mãos e o desejo.
Deixe-me percorre-la sem destino, puxe-me outra vez e sorria.
Quero teus olhos fechados,
Quero tua cama molhada.
Quero teu coração pulando,
Mas preciso que continue pulando.
Quero tuas coxas marcadas
Quero meu cheiro nas paredes.
Quero lamber tua nuca
Quero ouvir teus segredos.
Deixe-me leva-la ao inferno, deixe-me fazê-la gritar.
Deixe-me mostrar-lhe o céu, abra as pernas e faça.
Deixe-me ditar o teu ritmo, dê-me as costas outra vez...
Deixe-me puxar teu cabelo até que teus olhos estejam escondidos.
Quero teus lábios com sabor de vinho.
Quero teu corpo coberto por couro.
Quero tuas pernas grudadas em meu pescoço,
Quero teus suspiros quebrando o silêncio.
Quero tuas unhas sangrando minha alma,
Quero tuas mãos descobrindo o caminho.
Quero tua boca brincando com fogo,
Quero tua lingua alimentando meus sonhos.
Deixe-me trazê-la para perto, sinta minhas mãos e o desejo.
Deixe-me percorre-la sem destino, puxe-me outra vez e sorria.
Quero teus olhos fechados,
Quero tua cama molhada.
Quero teu coração pulando,
Mas preciso que continue pulando.
Quero tuas coxas marcadas
Quero meu cheiro nas paredes.
Quero lamber tua nuca
Quero ouvir teus segredos.
Deixe-me leva-la ao inferno, deixe-me fazê-la gritar.
Deixe-me mostrar-lhe o céu, abra as pernas e faça.
Deixe-me ditar o teu ritmo, dê-me as costas outra vez...
Deixe-me puxar teu cabelo até que teus olhos estejam escondidos.
domingo, 27 de novembro de 2011
Gotas De Dor
(Paulo Roberto)
Eu sou a rosa perfumada que te toca
O vento noturno que move teu olhar.
O cheiro doce que teu travesseiro tem,
O lírio entre os lobos,
O som do amor.
Você é o espinho do caule magro.
A dor da morte,
A figa da vida,
O pêssego envenenado.
Criança da lua,
Demônio amaldiçoado.
Leve-me para o inferno.
Gotas de dor em teus lábios.
Grite por prazer e morda minhas coxas.
Beba a vida e drene meu sangue.
Eu sou a chuva que corre
A vida tecida com agulhas ensangüentadas.
Eu sou o anjo que te acompanha,
Besta faminta, pobre criança.
Você é a dor, o tridente e o trono.
O Cálice de Vinho e o sino que nunca toca.
Maçã avermelhada, pele ferida.
Tarde sem fim.
A areia da ampulheta que nunca desce.
Leve-me para casa.
Lágrimas de dor em meus olhos.
Grito de pavor enquanto limpa minhas feridas.
Lamba minha pele e sugue meu calor.
Voando baixo, para o alto das montanhas.
Somos o som do mar e do leito.
Mãos amarradas e corpos colados.
Pulse comigo em cada coração vivo.
Grite comigo e sorrirei para ti.
Grite enquanto canto.
Case-se com a solidão e eu encontrarei a estrada.
Você será solitária como as gotas...
Um por um, um por um...
Deixe na memória o que eu fui.
Você rasgou meu peito fraco.
Deite-se sobre ele e ouça o silêncio.
Sou a beleza em cada olhar,
Tu és a dor em cada lágrima.
Somos a construção do tempo sobre um solo fértil.
Somos o céu noturno e o mar revolto.
Sou a besta que é consumida pela dor.
És o anjo que machuca minha alma.
Eu sou a rosa perfumada que te toca
O vento noturno que move teu olhar.
O cheiro doce que teu travesseiro tem,
O lírio entre os lobos,
O som do amor.
Você é o espinho do caule magro.
A dor da morte,
A figa da vida,
O pêssego envenenado.
Criança da lua,
Demônio amaldiçoado.
Leve-me para o inferno.
Gotas de dor em teus lábios.
Grite por prazer e morda minhas coxas.
Beba a vida e drene meu sangue.
Eu sou a chuva que corre
A vida tecida com agulhas ensangüentadas.
Eu sou o anjo que te acompanha,
Besta faminta, pobre criança.
Você é a dor, o tridente e o trono.
O Cálice de Vinho e o sino que nunca toca.
Maçã avermelhada, pele ferida.
Tarde sem fim.
A areia da ampulheta que nunca desce.
Leve-me para casa.
Lágrimas de dor em meus olhos.
Grito de pavor enquanto limpa minhas feridas.
Lamba minha pele e sugue meu calor.
Voando baixo, para o alto das montanhas.
Somos o som do mar e do leito.
Mãos amarradas e corpos colados.
Pulse comigo em cada coração vivo.
Grite comigo e sorrirei para ti.
Grite enquanto canto.
Case-se com a solidão e eu encontrarei a estrada.
Você será solitária como as gotas...
Um por um, um por um...
Deixe na memória o que eu fui.
Você rasgou meu peito fraco.
Deite-se sobre ele e ouça o silêncio.
Sou a beleza em cada olhar,
Tu és a dor em cada lágrima.
Somos a construção do tempo sobre um solo fértil.
Somos o céu noturno e o mar revolto.
Sou a besta que é consumida pela dor.
És o anjo que machuca minha alma.
domingo, 6 de novembro de 2011
Rastros De Linha
(Paulo Roberto)
Olhe para mim, senhorita.
O que sente?
Meu sorriso é retribuido com zelo.
Pisque teus olhos apenas mais uma vez.
Apenas mais uma vez...
Não deixe o sorriso morrer.
Mate-me antes que tua lágrima escorra.
Fere quem te dá tudo o que precisa ter.
Aqui está agulha e aqui está a linha.
Use-as para nos costurar.
-----------------------------------------------------
Fio por fio, você rasga o que costurou.
Você colhe de outro acre o que planetei em ti.
Você teve medo de se entregar, você teve medo do conforto dos meus braços.
Você teve medo do que meus lábios poderiam fazer,
Você teve medo do que meu toque poderia custar.
Você temia a angústia da perda... Mas você nunca teve nada.
Pensamentos regados de dor e desejo,
Fantasias maníacas com meu corpo a cada noite.
Rasgue minha carne outra vez, Inocência.
Você esqueceu minhas palavras, meu olhar e minha dor.
Atue como naquela tarde tão quente, em que teu vestido, grudado,
Era tão pesado quanto tua dúvida.
Decore um texto tão ridículo quanto aquele...
Teu lábio queima.
Queime todas as memórias.
Não existem fotos, apenas fatos.
Recolha os rastros de linha
Espetarei as agulhas em tua cruz.
Carregarei comigo o cheiro da inocência
E o sabor da desgraça.
Teu lábio queima.
Olhe para mim, senhorita.
O que sente?
Meu sorriso é retribuido com zelo.
Pisque teus olhos apenas mais uma vez.
Apenas mais uma vez...
Não deixe o sorriso morrer.
Mate-me antes que tua lágrima escorra.
Fere quem te dá tudo o que precisa ter.
Aqui está agulha e aqui está a linha.
Use-as para nos costurar.
-----------------------------------------------------
Fio por fio, você rasga o que costurou.
Você colhe de outro acre o que planetei em ti.
Você teve medo de se entregar, você teve medo do conforto dos meus braços.
Você teve medo do que meus lábios poderiam fazer,
Você teve medo do que meu toque poderia custar.
Você temia a angústia da perda... Mas você nunca teve nada.
Pensamentos regados de dor e desejo,
Fantasias maníacas com meu corpo a cada noite.
Rasgue minha carne outra vez, Inocência.
Você esqueceu minhas palavras, meu olhar e minha dor.
Atue como naquela tarde tão quente, em que teu vestido, grudado,
Era tão pesado quanto tua dúvida.
Decore um texto tão ridículo quanto aquele...
Teu lábio queima.
Queime todas as memórias.
Não existem fotos, apenas fatos.
Recolha os rastros de linha
Espetarei as agulhas em tua cruz.
Carregarei comigo o cheiro da inocência
E o sabor da desgraça.
Teu lábio queima.
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